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Esta página pretende apenas ser um complemento da inicialmente criada para o Coro de Câmara de Beja, uma vez que a extensa lista de compositores tornava pouco prática a utilização daquela página.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

SCHUMANN, ROBERT


Robert Alexander Schumann (8 de Junho de 1810, Zwickau, Alemanha - 29 de Julho de 1856, perto de Bonn, Alemanha) foi um músico e pianista alemão.

Como o seu pai era bibliotecário, Schumann, pode descobrir com facilidade a obra de Shakespeare, verdadeiro emblema para os jovens que se rebelavam contra a ortodoxia do Classicismo.Lendo também a obra mais actual de Lord Byron e também outros autores como Walter Scott e Jean Paul, escritor que Robert admirava ao ponto de em 1828, empreender uma peregrinação a Bayreuth para visitar o seu túmulo.

Em 1826, o seu pai faleceu, facto que Robert jamais superou por causa do enorme sofrimento da sua perda. Pouco depois viajou até Leipzig, a cidade de Johann Sebastian Bach, a fim de matricular-se na faculdade de Direito. Mais tarde em Heidelberg, retomou o estudo das leis, inscrevendo-se na cátedra de Justus Thibaut. Todavia, os verdadeiros ensinamentos deste grande filósofo começariam após o horário escolar, quando este se reunia com o aluno para lhe confessar que era a música a sua verdadeira paixão. O facto de ter conhecido a pianista Ignaz Moscheles e o fascínio por Niccoló Paganini acabaram por lhe determinar o destino.

Em 1830, em Leipzig passou a dedicar-se exclusivamente à música, com auxílio de seu professor Friedrich Wieck e Heinrich Dorn, mestre de capela da catedral daquela cidade. Enquanto este último lhe ensinou composição e harmonia, o primeiro transmitiu-lhe o amor pelo piano. Porém, em casa de Wieck, Schumann descobriu um outro importante foco de afecto: Clara, consumidora entusiasta de poesia e prometedora do piano. Robert apaixonou-se perdidamente por ela, sendo algumas das suas obras dedicadas a ela. Somente a activa oposição do velho Wieck conseguiu adiar o casamento até 1840. Tendo o sonho de se tornar um solista, viu-se incapacitado devido a seu interesse pela composição, actividade que apreciava bastante. A sua tendência era revolucionária na época, não gostava das - usando suas próprias palavras - áridas escolas do contraponto e da harmonia. Teve na análise das obras de Mozart, Schubert e Beethoven, dentre outros, a sua principal influência composicional.

Em conjunto com amigos e intelectuais da época fundou o Neue Zeitschrift für Musik (Nova Revista para a Música). Um jornal voltado para a música, em 1834. Nos dez anos em que esteve à frente deste, teve uma rica produção artística.

Por volta de 1835, apaixona-se por Clara de Wieck, filha de seu instrutor, que depois seria conhecida como Clara Schumann, famosa pianista e também compositora. Apesar de um atribulado romance, da depressão de Schumann e da oposição do pai de Clara, casaram-se em 1840.

Foi Director Musical na cidade de Düsseldorf - Alemanha em 1850. Foi forçado a renunciar o cargo em 1854, devido ao seu estado avançado de doença mental,(ele estaria escutando a nota lá em todos os lugares, o que o perturbou profundamente) causado por uma séria inflamação do ouvido, que o afligia desde pequeno, tendo tentado suicídio nesse ano. Acabou internando-se num asilo e veio a falecer em 29 de julho de 1856 no Asilo de Endenich, perto de Bonn, Alemanha.

OBRAS

Piano Solo

Tema no nome de "ABEGG" com Variações, Opus 1. (1830)
Papillons, Opus 2. (1829-1831)
Intermezzi, Opus 3. (1832)
Toccata em Dó maior, Opus 7. (1830)
Carnaval. Scènes mignonnes sur quatre notes, Opus 9. (1834-1835)
Davidsbündlertänze, Opus 6. (1837, revised 1850)
Fantasiestücke, Opus 12. (1847)
Fantasiestücke, Opus 111. (1851)
Etudes en forme de variations, Opus 13. (doze Estudos sinfônicos) (1834, rev. 1852)
Kinderszenen, Opus 15. (1838)
Kreisleriana. Fantasien, Opus 16. (1838, revised 1850)
Fantasia em Dó maior, Opus 17. (1836)
Arabesque em Dó maior, Opus 18. (1838-39)
Humoreske em Si bemol maior, Opus 20. (1839)
Novelletten, Opus 21. (1838)
Faschingsschwank aus Wien. Fantasiebilder, Opus 26. (1839)
Waldszenen, Op. 82. (1848-49)

Concertos
Concerto para Piano e Orquestra em Lá menor, Opus 54. (1841 e 1845)
Concerto para Violoncelo e Orquestra em Lá maior, Opus 129. (1850)
Fantasia para Violino e Orquestra em Dó maior, Opus 131. (1853)

Lieder
Liederkreis, Opus 24. (1840) text by Heine.
Myrthen, Opus 25. Song Cycle of 26 Nos. (1840) 
Liederkreis, Opus 39. (1840) text by Eichendorff.
Frauenliebe und Leben, Opus 42. Cycle (1840) text by Chamisso.
Dichterliebe, Opus 48. Song Cycle. (1840) text by Heine.

Orquestral
Sinfonia No.1 em Si bemol maior, Opus 38. "Primavera." (1841)
Sinfonia No.2 em Dó maior, Opus 61. (1845-1846)
Sinfonia No.3 em Mi bemol maior, Opus 97. "Rhenish." (1850)
Sinfonia No.4 em Ré menor, Opus 120. (1841, revised 1851)
Abertura para "Manfred" de Byron, Opus 115. (1848-1849)
Abertura para o Festival de Rheinweinlied, Opus 123. (1853)

Música de câmara
Três Quartetos de Cordas, Opus 41. (1842)
Quinteto para Piano em Mi bemol maior, Opus 44. (1842)
Quarteto para Piano em Mi bemol maior, Opus 47. (1842)
Fantasiestücke para Clarinete (ou Violino, ou Violoncelo) e Piano, Opus 73. (1849)
Drei Romanzen para Oboé e Piano, Opus 94. (1849)

Coral
Das Paradies und die Peri para Vozes solistas, Coro, e Orquestra, Opus 50. (1843)
Missa, Opus 147. (1852)
Requiem, Opus 148. (1852)

Piano de pedal
Studien für den Pedal-Flügel, Opus 56. (1845)1, Dó menor.
Skizzen für den Pedal-Flügel, Opus 58. (1845
Órgão
Seis Fugas Sobre o nome de "BACH", Opus 60. (1845)

Ópera
Genoveva, Opus 81. (1846-1848)

Para ouvir
http://www.youtube.com/watch?v=1HZswIyJbS4&feature=PlayList&p=AB0CF7AD7062925C&playnext=1&playnext_from=PL&index=21


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